Infra / Observabilidade em Configurações
A seção Infra / Observabilidade deixa você acompanhar a saúde do servidor da sua instância por fora da plataforma. O servidor publica num endereço próprio, o
/metrics, os números de funcionamento dele — memória, uso de processador, versão, há quanto tempo está no ar — e o METRICS_TOKEN é a senha que decide quem pode ler esses números.

O que você ganha
O ganho é perceber problema antes do seu cliente. Dois exemplos do que dá para acompanhar:
Atraso de resposta do servidor: existe um número que sobe quando o servidor começa a engasgar. Enquanto ele está baixo, tudo responde na hora; quando dispara, o atendente sente a tela lenta e o cliente sente a demora. Ver esse número subindo é o aviso para agir antes de o atendimento travar.
Consumo de memória ao longo dos dias: se a memória sobe e nunca volta, é vazamento — o serviço vai cair sozinho de madrugada. No gráfico você vê a tendência com antecedência; sem ele, descobre pela queda.
São números de máquina — não são dados de atendimento. Aqui não entra quantidade de tickets, de mensagens ou de contatos; entra a saúde de quem sustenta tudo isso.
Resumo Prático
Aqui na plataforma, no menu Configurações → Opções → Infra / Observabilidade, preencha um token longo em METRICS_TOKEN e salve.
Numa VPS sua, instale o Prometheus e o Grafana.
No Prometheus, crie um alvo para o
/metrics da sua instância informando o mesmo token.
No Grafana, conecte o Prometheus, monte os painéis e configure os alertas.
Como funciona na prática
O monitoramento roda fora da plataforma, numa máquina sua — uma VPS. Nessa máquina você instala dois programas gratuitos:
Prometheus: de tempos em tempos ele visita o
/metrics da sua instância pela internet, apresenta o token e guarda os números, montando o histórico.
Grafana: lê o que o Prometheus guardou e transforma em gráficos na tela. É nele também que você cria os alertas — um aviso por e-mail, Telegram ou outro canal quando um número passa do limite que você definir.
Exemplo de configuração do Prometheus
No arquivo do Prometheus, o alvo fica assim — troque SEU_TOKEN_AQUI pelo valor que você salvou:
scrape_configs:
- job_name: minha-instancia
scheme: https
metrics_path: /metrics
authorization:
type: Bearer
credentials: SEU_TOKEN_AQUI
static_configs:
- targets: ['api.pacoticket.com.br']
O que cada parte faz:
- scheme / metrics_path: dizem que o endereço é
httpse termina em/metrics. - authorization: manda o token no cabeçalho, no formato Bearer. É o único formato aceito — token na URL não funciona.
- targets: o endereço da sua instância.
O campo
METRICS_TOKEN (Prometheus /metrics): a senha que o Prometheus precisa apresentar para ler o
/metrics. Com o campo preenchido, uma leitura sem o token certo é recusada com 401.
Atenção
Com o campo em branco, o /metrics fica acessível a qualquer um que saiba o endereço. Não há dado de cliente ali — são números de processo (memória, processador, versão, tempo no ar) —, mas é informação da sua infraestrutura, e não deve ficar aberta. Preencha o token, mesmo que você ainda não vá montar o monitoramento: é ele que fecha o endereço.
Dúvidas Comuns
Preciso de acesso ao servidor da plataforma para isso? Não. O Prometheus roda numa máquina sua e alcança o endereço público da sua instância. Você só precisa da sua própria VPS.
Onde eu vejo as métricas e configuro os avisos? No Grafana, na sua VPS — não na plataforma. É lá que os números viram gráfico e que você define o alerta. A plataforma só publica os números e guarda o token.
Sou obrigado a usar isso? Montar o monitoramento, não. Mas preencha o METRICS_TOKEN mesmo assim, com qualquer valor longo, para fechar o /metrics — em branco, ele responde a qualquer um.
O Prometheus não consegue ler as métricas. O token dele precisa ser idêntico ao deste campo e ir no cabeçalho Authorization, no formato Bearer. Confira o valor e o lugar.
Trocar o token derruba alguma coisa? Só a coleta, e só até você atualizar o mesmo valor no Prometheus. O atendimento e as empresas não sentem nada — este token é só do endereço de métricas.